Aprimoramento do processo de avaliação da pós-graduação e esclarecimentos a respeito do Qualis Periódico e avaliação da produção intelectual.
Documento CAPES sobre Novo Qualis 2019.pdf
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COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR
Setor Bancário Norte (SBN), Quadra 2, Bloco L, Lote 06, Edifício Capes, 6° andar - Bairro Asa Norte, Brasília/DF,
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Ofício nº 6/2019-CGAP/DAV/CAPES
Brasília, 16 de julho de 2019.
Aos Sr(a)s. Pró-reitores e Coordenadores de Programas de Pós-Graduação
Assunto: Aprimoramento do processo de avaliação da pós-graduação e
esclarecimentos a respeito do Qualis Periódico e avaliação da produção intelectual
1.
APRIMORAMENTO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA PÓSGRADUAÇÃO
A Diretoria de Avaliação da CAPES iniciou em 2018 ações para o aprimoramento dos
instrumentos da avaliação, tendo como motivação principal aumentar o foco na
qualidade da formação de doutores e mestres e na excelência da pós-graduação
brasileira. Foram consideradas as recomendações apontadas pelo relatório da
Comissão Especial de Acompanhamento do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG
2011-2020), centradas em contribuições de entidades consultadas.
Esses procedimentos de melhoria estão sendo objeto de debate com membros da
comunidade acadêmico-científica, por meio de Grupos de Trabalho. Veja os
relatórios dos grupos na página da CAPES . As implementações das propostas estão
sendo feitas na medida do possível e de forma paulatina visando impactar
minimamente os processos já em andamento.
1.1.
Frentes de atuação (VEJA O INFOGRÁFICO SEI 1016895)
As frentes de atuação visando ao aprimoramento do processo de avaliação são:
Ficha de avaliação
O aprimoramento na Ficha resultou em uma estrutura mais simplificada focando nos
quesitos: Programa, Formação e Impacto na Sociedade. Em cada item destes três
quesitos, as áreas deverão propor as definições e indicadores que sejam adequados
às especificidades da área em cada modalidade, acadêmica ou profissional. Neste
sentido, a nova ficha de avaliação busca valorizar a missão da pós-graduação, que é
formar recursos humanos, e permitirá avaliar o conhecimento que é produzido
nesse processo de formação de mestres e doutores, e o seu resultado final.
Qualificação da produção intelectual
Definição de novos critérios para o Qualis Artístico, Cultural e Classificação de
Eventos, Classificação de Livros, Qualis Técnico/Tecnológico e Qualis Periódicos
Avaliação Multidimensional
A avaliação multidimensional levará em conta cinco dimensões: ensino e
aprendizagem; internacionalização; produção de conhecimento; inovação e
transferência de conhecimento; e impacto e relevância econômica e para a
sociedade. Estão em andamento três grupos de trabalho (Internacionalização,
Impacto e Relevância e Inovação e Transferência de Conhecimento) que deverão
propor ao CTC-ES a definição de conceitos, variáveis e indicadores que representem
cada uma das dimensões. O referido modelo multidimensional pode dar uma
visualização mais voltada aos resultados da pós-graduação e contribuir para um
aprimoramento mais preciso do próprio sistema.
Autoavaliação
A autoavaliação dos programas será um dos pontos analisados na nova ficha de
avaliação e foi objeto de um grupo de trabalho. A nova ficha de avaliação também
passa a identificar de forma mais clara e precisa a necessidade de as instituições
terem um planejamento da sua pós-graduação.
2.
QUALIS PERIÓDICOS
Dentre as frentes de atuação para o aprimoramento do processo de avaliação,
destaca-se neste comunicado a nova proposta para o Qualis Periódicos.
Constata-se atualmente que a avaliação da produção de conhecimento nas áreas
adota critérios diferenciados de classificação da produção científica. Isso resulta
muitas vezes em distorções, uma vez que um mesmo periódico pode ser classificado
em estratos completamente diferentes entre as áreas e, consequentemente, o
objetivo principal do Qualis, que é avaliar a qualidade do periódico, é tido em
detrimento a critérios de aderência à área.
2.1.
A nova metodologia
O grande objetivo que norteou o estudo do Grupo de Trabalho foi a busca por
critérios mais objetivos que permitam maior comparabilidade entre áreas de
avaliação, atentando-se também para a internacionalização.
A proposta se baseia em quatro princípios:
1. Cada periódico receberá apenas uma classificação, mesmo que tenha sido
informado por programas atrelados a mais de uma área de avaliação
2. A classificação será dada por uma área mãe
Para fins de uma classificação única, os periódicos informados no Coleta foram
distribuídos para cada área mãe, que é aquela onde houve o maior número de
publicações nos anos de referência avaliativo (neste primeiro momento, foram
considerados 2017 e 2018). Nos casos de empate, foi considerada área mãe aquela
em que o número de publicações no periódico era mais representativo em relação
ao total de produções da área.
3. Qualis referência
A nova metodologia do Qualis propõe uma classificação de referência que é dada
por meio do uso combinado de indicadores bibliométricos e um modelo matemático.
A atribuição do Qualis referência foi feita pela própria Diretoria de Avaliação e,
portanto, as áreas já receberam a lista de periódicos com esta pré-classificação. As
áreas de avaliação puderam propor alterações de até 10% em 2 estratos e 20% em
1 estrato, para cima ou para baixo.
4. Indicadores bibliométricos
Os indicadores são basicamente aqueles que consideram o número de citações do
periódico dentro de três bases: Scopus (CiteScore), Web of Science (Fator de
Impacto) e Google Scholar (índice h5). Foi levada em consideração a categoria de
área que cada base enquadra o periódico e a sua posição relativa dentro dela.
Assim, o valor absoluto não foi considerado, mas sim o percentil que o periódico
possui dentro das categorias.
Como primeiro critério de estratificação, é considerado o percentil do CiteScore e/ou
do Fator de Impacto. Quando o periódico possui valores de percentis em mais de
uma base e em mais de uma categoria, sempre é considerado o maior valor dentre
todos.
No caso de o periódico não possuir CiteScore nem Fator de Impacto, é considerado o
valor do índice h5 do Google Scholar. Para criar uma correlação entre os
indicadores, foi feito um modelo de regressão que faz a relação entre valores de h5
e CiteScore. Assim, para periódicos que só possuem h5, é possível estimar um valor
correspondente de percentil.
O estrato referência foi calculado por intervalos iguais (12,5%) do percentil final,
resultando em 8 classes com os recortes abaixo, o que cria faixas normalizadas que
permitem comparação entre áreas distintas e que são populadas por critérios
externos, sem necessidade de limites pré-estabelecidos:
a. 87,5 define valor mínimo do 1º estrato (A1)
b. 75 define valor mínimo do 2º estrato (A2)
c. 62,5 define valor mínimo do 3º estrato (A3)
d. 50 define valor mínimo do 4º estrato (A4)
e. 37,5 define valor mínimo do 5º estrato (B1)
f. 25 define valor mínimo do 6º estrato (B2)
g. 12,5 define valor mínimo do 7º estrato (B3)
h. Valor máximo do 8º estrato inferior a 12,5 (B4)
Assim, os periódicos classificados nos 4 estratos “A” são aqueles com percentis
acima da mediana e nos 4 “B” com percentis abaixo da mediana.
Com isso, a estratificação do Qualis passa a ter reprodutibilidade e consequente
previsibilidade da classificação do periódico.
3.
FOCO NA QUALIDADE
A avaliação da pós-graduação tem o objetivo de valorizar a produção intelectual
considerada qualificada. Contudo, com o crescimento do Sistema de pós-graduação,
o volume de produção aumentou consideravelmente e torna-se inviável analisar
individualmente todo esse conjunto. Assim, o Qualis deve cumprir o seu papel de
qualificar de forma objetiva o maior volume da produção total, e o foco principal
deve ser dado para a qualidade do conteúdo das produções.
Essa análise qualitativa precisa ser restrita às produções mais relevantes do
programa, o qual deve fazer uma autoavaliação das interações com a formação de
pessoal e a extensão dos impactos regionais, econômicos, científicos ou para a
sociedade. Isso será possível a partir da indicação pelos programas do que foi
produzido de melhor por seus docentes e discentes, por meio de qualquer um de
seus tipos, quer seja artigos, livros, teses/dissertações, produtos técnicos, etc. Os
programas poderão, ao final deste quadriênio, informar suas melhores produções na
Plataforma Sucupira e justificar o porquê.
Assim, foram estabelecidos os três níveis de avaliação da produção intelectual
(Figura 1), sendo o nível 1 contemplado pelo Qualis; o nível 2 focado nas melhores
produções do docente, principalmente dentre aquelas que tenham impacto na
formação discente e o nível 3 direcionado para as produções mais relevantes do
programa.
Figura 1. Três níveis de análise da produção intelectual do programa.
Documento assinado eletronicamente por Sergio Oswaldo de Carvalho
Avellar, Diretor(a) de Avaliação, Substituto(a), em 18/07/2019, às
12:07, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 25,
inciso II, da Portaria nº 01/2016 da Capes.
A autenticidade deste documento pode ser conferida no site
http://sei.capes.gov.br/sei/controlador_externo.php?
acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0, informando o
código verificador 1015556 e o código CRC 48B67883.
Referência: Caso responda este Ofício, indicar expressamente o Processo nº
23038.007034/2019-11
SEI nº 1015556
